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quinta-feira, 17 de julho de 2014

ARROGANTES E PREPOTENTES

Todos nós temos pelo menos duas imagens: uma real, que é o somos de fato; e outra idealizada, aquela que sonhamos ser. Em muitos casos elas não estão de acordo, em outros, existe um abismo intransponível entre cada uma. Pela distância entre elas, algumas pessoas não suportam sua essência real, que se julgam medíocre e, através de mecanismos de defesa, tentam calar seu verdadeiro eu. 
 Os arrogantes são pessoas com uma autoestima jogada na fossa. Não tem o mínimo de amor-próprio, autorrespeito zerado e autoconfiança no negativo. No entanto, para se apresentar para a sociedade não podem expor sua insignificância. Então, a angústia e o desvalor de ser quem é se transforma em altivez, em orgulho, em superioridade mascarada. Um disfarce para esconder seus verdadeiros sentimentos de baixa autoestima. Uma neurose acentuada característica de alguém que acumulou frustrações na forma de um ódio para consigo próprio. 
O prepotente é aquele que usa do poder para satisfazer suas vontades e caprichos pessoais. Muitos arrogantes são pretensos prepotentes. Quando precisam alcançar uma posição de superioridade, como no trabalho, podem se apresentar como bajuladores puxa-sacos (denunciando sua posição inferior) ou como um servidor-militante que rompe com os semelhantes  justificando por sua causa maior. Se chegam ao poder desejado, estabelecem um poder coercitivo, baseado no temor imposto pelos liderados. A legitimação de um cargo superior é o certificado da prepotência para o arrogante.
 Os teóricos da Administração contemporânea compreendem que a liderança não é um cargo, é um fenômeno social expresso a partir das características subjetivas do líder. Assim, por mais que tenham posição social ou institucional elevada, os arrogantes e prepotentes nunca conquistarão para si a imagem idealizada de superioridade de fato e se sustentarão na fachada postiça de um prenome.
Ulisses Nascimento
Psicólogo CRP-02/15.389
Conteúdo retirado do blog Psicologia na Nossa Vida

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Aprendendo a gostar de si mesmo

A Bíblia diz "Ama a teu próximo como a ti mesmo." Por mais simples e clara que esta afirmação possa parecer, levei muito tempo- e acho que isso acontece com a maioria das pessoas - para me dar conta desse "ti mesmo". Mais ainda : para saber que, se não nos amarmos e respeitarmos, eramos incapazes de qualquer amor verdadeiro pelo outro.
Há uma tendência a achar que o amor a si mesmo é vaidade, egoísmo e arrogância, e é talvez por isso que ele não seja despertado e estimulado em nós desde pequenos. Pelo contrário, somos formados para atender o desejo alheio, a expectativa dos pais, as exigências dos professores, as ordens dos adultos. Lutamos desesperadamente para responder às solicitações externas, como forma de sermos amados pelos outros. E nesse esforço permanente perdemos de vista o incrível milagre que é cada um de nós como centelha divina e esplêndida expressão da vida.
As atitudes de vaidade, egoísmo ou arrogância não revelam amor a si mesmo. Revelam medo, insegurança, necessidade de afirmação de algo em que não se acredita de fato. Essas atitudes são disfarces, escudos para ocultar- até a própria pessoa- as carências que a incomodam e fazem sofrer. Pense nisso sempre que uma pessoa arrogante ou triunfalista intimidar ou procurar diminuir você. O amor é respeitoso, generoso, solidário e cheio de compaixão, já que é expressão do divino em nós. Quem ama a si próprio entra em sintonia com o Universo no que ele tem de melhor e tudo flui em sua vida.


Louise Hay do livro : A prendendo a gostar de si mesmo. Editora sextante