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terça-feira, 24 de março de 2015

Por que as pessoas fofocam?

 
“Ninguém fofoca sobre as virtudes dos outros”. Bernard Shaw

           A fofoca é uma dos hábitos mais nocivos que pode existir. Na vida pessoal causa prejuízos, algumas vezes, irreparáveis e no ambiente de trabalho a situação não é muito diferente. Uma palavra dita e mal interpretada pode acabar resultando em muita dor de cabeça.
          Em primeiro lugar vamos tentar definir o que é fofoca: É a intriga, é a distorção premeditada de uma informação. Para alguns é um divertimento sem importância e para outros, que se sentem vítimas, pode ser uma forma de vingança, promovendo o mal. Nos dicionários encontramos a definição da palavra fofoca como "uma afirmação não baseada em fatos concretos com a intenção de enganar ou transmitir falsa impressão de uma pessoa, algum acontecimento ou fato ocorrido".
           Segundo pesquisa realizada pelo LinkedIn, rede profissional da internet, afirmam que o hábito de fofocar, parte de pessoas que possuem baixa autoestima, que sentem prazer em jogar umas pessoas contras as outras, que faz de tudo para conquistar novas alianças, possui grande inveja de pessoas que estão alcançando o sucesso e não sabem lidar com suas frustrações. Aliás, a inveja é o par perfeito da fofoca.
           Agora, a pergunta que não quer calar: Por que o ato de fofocar satisfaz tanto algumas pessoas ? Elementar. Só existe fofoca porque existem dois personagens: o fofoqueiro e a plateia. Nesse sentido, tanto é fofoqueiro quem fala, como aquele que se disponibiliza a escutá-lo. Ambos são personagens que infectam qualquer local em que estejam. Afinal, quem tem o que fazer, não tem tempo para conversa fiada. Uma pessoa, ao fazer fofoca, normalmente está em conflito consigo mesma. Medo de perder o emprego, medo de ser humilhado e desvalorizado. A pessoa que se promove por meio de fofocas geralmente quer atenção e se concentra em malefícios de terceiros para que possa se promover. Normalmente é inseguro, e precisa denegrir o outro para obter sucesso. Dessa forma manifesta suas insatisfações com a empresa, superiores e colegas, por meio da agressividade. A fofoca seria esta válvula de escape.
         Todo ambiente de fofoca é improdutivo e tenso. O pior de tudo é que as pessoas que fofocam de outras pessoas em sua frente, serão as mesmas que falará de você pelas costas. Às vezes, o fazem por gostar do sentimento de superioridade, presunção, vingança ou de schadenfreude – (palavra de origem alemã que significa satisfação obtida com a desgraça alheia). É um verdadeiro telefone sem fio onde cada um se sente no direito de incluir suas impressões pessoais sobre o fato em questão, portanto não deve ser tratada com naturalidade, como se fosse algo corriqueiro e inevitável.
          
“Abençoadas serão as suas palavras sempre que você fale situando-se na posição dos ausentes ou no lugar dos que lhe ouvem a voz” ( Chico Xavier)

Fonte:  http://elo.com.br/portal/colunistas/ver/229346/por-que-ninguem-fofoca-sobre-as-virtudes-dos-outros-.html

quinta-feira, 12 de março de 2015

As dozes causas do eterno retorno

Após refletir sobre as 4 nobres verdades e o caminho que conduz à extinção do sofrimento, Buda nos diz as DOZE CAUSAS DO ETERNO RETORNO, a origem do sofrimento ou a explicação do porque voltamos a nascer uma e outra vez neste reino ou em outros
  1. Existe a ignorância.
  2. A ignorância condiciona as formações mentais.
  3. As formações mentais condicionam a consciência.
  4. A consciência condiciona a mente e o corpo.
  5. A mente e o corpo condicionam os sentidos.
  6. Os sentidos condicionam o contato.
  7. O contato condiciona a sensação.
  8. O sentimento condiciona o desejo.
  9. A ânsia condiciona o apego.
  10. O apego condiciona o processo de chegar a Ser.
  11. O processo de chegar a ser condiciona o renascimento.
  12. renascimento condiciona a decadência e a morte, e também a pena, lamentação, dor e desespero.
Para entender o profundo significado destas doze causas do eterno retorno há que apelar à gnose de todos os tempos.
Temos que saber que o último elo é a ignorância.
A ignorância é tudo contrário ao conhecimento, e é indubitável que conhecimento é Gnose, Gnose é a chama da chama, com a qual podemos fazer luz até no mais distante rincão do Universo. Gnose é o fogo devorador que consome toda ignorância e é capaz de oferecer à Essência a Verdade Última e a liberação total de todo encadeamento à Roda do Samsara.
Tal e como viu Sakyamuni, a origem da causa do nosso sofrimento coincide grandemente com as diferentes Regiões Sefiróticas do Universo.Vejamos de que maneira:
  1. Há ignorância.
  2. A Chispa Virginal emanada do Absoluto não tem Auto-realização e Autoconsciência de si mesma, portanto, precisa adquirir experiência e necessita ir se desdobrando plano após plano.
  3. A ignorância condiciona as formações mentais.
    Hermes Trismegisto diz: «Tudo é mente, o universo é mental», portanto, os seguintes desdobramentos da Mônada ou Chispa Virginal já estão condicionados pela ignorância e arrastam visão subjetiva do próprio Universo que nos rodeia.
FONTE: http://www.vopus.org/pt/gnose/mistica-religiao/os-ensinamentos-de-buda.html

As quatro nobres verdades

Para o Budismo é essencial algo que é o que se denomina as Quatro Nobres verdades.

A Primeira Nobre Verdade é que há sofrimento. A doença é sofrimento, o nascer é sofrimento, a velhice é sofrimento, a morte é sofrimento, a dor e o desespero são sofrimentos, o contato com o desagradável é sofrimento, o desejo insatisfeito é sofrimento, os cinco agregados da mente e do corpo que produzem os desejos são sofrimentos.

A Segunda Nobre Verdade é que o sofrimento se origina nos desejos que causa o renascimento e estão acompanhados pelo prazer sensual, buscando a satisfação neste plano físico e além, ou seja, a ânsia de prazeres, a ânsia de nascer de novo, a ânsia de ser aniquilado.

A Terceira Nobre Verdade é que a extinção do sofrimento é a verdadeira ausência de paixão, a destruição completa dessa ânsia de prazeres, dessa ânsia de nascer e dessa ânsia de ser aniquilado. O não mais albergar essa ânsia provoca a extinção do sofrimento.

A Quarta Nobre Verdade é o caminho que conduz à extinção e supressão da dor, é a via que leva à eliminação de Mara e à contemplação da Verdade Última do Ser e, portanto, à Suprema Felicidade sem Limites.

Este caminho, segundo Buda, era óctuplo e veio se a chamar o NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO.

Este nobre caminho há que ser percorrido em seus 8 pontos sem se descuidar de um único, só assim é possível se converter em Buda:

  1. VISÃO CORRETA. É ver de acordo com realidade de que existe o sofrimento, a sua causa, o seu fim e o caminho que conduz a esse fim. 
  2. PENSAMENTO CORRETO. Pensamento livre de sensualidade, má-vontade e crueldade.  
  3. LINGUAGEM CORRETA. Linguagem livre de engano, insulto, malícia e estupidez. 
  4. AÇÃO CORRETA. Ação livre de assassinato, roubo, adultério, mentira e entorpecentes. 
  5. VIDA CORRETA. Quando o discípulo evita um comércio perverso (adivinhação, usura, armas, seres vivos, carne, entorpecentes e venenos) e ganha a vida por meios retos e honoráveis. 
  6. ESFORÇO CORRETO. Com o esforço CORRETO se impedem os pensamentos negativos e se desenvolvem os positivos. 
  7. ATENÇÃO CORRETA. Quando o devoto vive atento e sabe que o corpo, os sentimentos, a mente e os pensamentos são impermanentes e estão submetidos à decadência. 
  8. CONCENTRAÇÃO CORRE. É a unidirecionalidade da mente mediante exercícios respiratórios e meditações especiais.

Os Budas só ensinavam o caminho. Nós mesmos temos que fazer o esforço.

Não cometer ofensas morais, fazer o bem e limpar o próprio coração: esse é o ensinamento de todos os Budas.
 
FONTE: http://www.vopus.org/pt/gnose/mistica-religiao/os-ensinamentos-de-buda.html